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domingo, 31 de maio de 2015

Salinas vence Divisa e está classificada para as Semifinais

Contando apenas com o apoio do vereador Eilton Santiago, a seleção de Salinas conseguiu classificação heróica

Na tarde deste domingo (31) aconteceu um jogaço no estádio municipal de Divisa Alegre. A seleção da casa recebeu Salinas em um grande clássico regional. O jogo foi muito equilibrado e o goleiro Tozão, de Salinas, foi o melhor em campo, com defesas incríveis.

O jogo foi excelente, com muitas chances de gols para a seleção de Divisa, mas a seleção de Salinas, mesmo desfalcada, abriu o placar aos 30 minutos do 2º tempo, com um golaço do meia Gandhy.

No final do jogo, Divisa Alegre fez uma enorme pressão em busca do empate, mas os salinenses souberam se defender, garantindo a vitória e a classificação para as Semifinais, com seis pontos.

A classificação de Salinas foi heróica. A seleção vem lutando contra tudo e contra todos para disputar a Copa Folha Regional, recebendo o apoio apenas do vereador Eilton Santiago e contando com a boa vontade dos atletas, especialmente do goleiro Tozão e o zagueiro Dudu, de Nova Matrona, responsáveis pela equipe.

Agora, no próximo sábado (06), Divisa Alegre vai à Ninheira, quem vencer também estará nas Semifinais. A partida será às 18 horas.

Retiro e Taiobeiras ficam no empate

Fora de casa, seleção de Taiobeiras perdeu muitos gols e foi desclassificada

Na tarde de sábado (30) a seleção de Retiro recebeu Taiobeiras em partida válida pela Copa Folha Regional. Como apenas a vitória interessava aos garotos taiobeirenses, eles partiram para o ataque, mas erraram gols incríveis.

A melhor oportunidade do 1º tempo aconteceu aos 20 minutos, quando a defesa de Retiro falhou e a bola sobrou livre dentro da área para o atacante Deilson, que chutou pra fora, rente a trave direita, perdendo uma chance incrível.

Aos 23, o atacante Reuberth também um gol incrível, quando recebeu em contra-ataque, se aproximou da área, mas chutou por cima.

Aos 25, foi a vez de Marcelo perder outro gol. Ele recebeu em velocidade, invadiu a área e chutou pra fora. Aos 39, Marcelo perdeu outra oportunidade, depois de tabela com Reuberth, ele chutou pra fora novamente.

No final do 1º tempo, Retiro perdeu duas chances, uma com Eré, que chegou atrasado em cruzamento de Geno, e outra chance com Vonim, que recebeu dentro da área mas chutou fraco para defesa de Pereirinha.

No início do 2º tempo, Taiobeiras continuou perdendo gols. Aos 7, Reuberth recebeu cruzamento pela esquerda e de peixinho jogou pra fora.

Aos 9, após triangulação, Geno recebeu livre na área, mas chutou pra fora, perdendo grande chance.

Aos 22, o meia Fernando recebeu na entrada da área e acertou um chutaço e a bola passou rente o travessão, perdendo outra chance de Taiobeiras abrir o placar.

Aos 24, Eré cobrou falta do campo de defesa e a bola caiu nos pés de Vonim, que dominou bonito dentro da área e tocou por baixo de Pereirinha, fazendo 1x0 pra Retiro.

Aos 32, o atacante Murilo recebeu na área e chutou forte, mas a bola foi na trave, perdendo ótima chance de ampliar o placar para Retiro.

Nos últimos 15 minutos, as duas seleções passaram a reclamar da arbitragem, culminando em vários cartões amarelos e nas expulsões de Xuxinha, de Taiobeiras e Vonim, de Retiro.

Aos 42, em bela cobrança de falta, o atacante Reuberth empatou o jogo e Taiobeiras partiu para o tudo ou nada. Aos 45, o atacante Deilson recebeu livre na entrada da área, eram três contra dois, mas ele tentou chutar por cima e a bola caiu nas mãos do goleiro, perdendo incrível chance de virar o jogo.

Com o empate, a seleção de Taiobeiras está desclassificada, já a seleção de Retiro garantiu o 2º lugar na Chave B.

sábado, 30 de maio de 2015

Rodada decisiva na Copa Folha Regional

Neste fim de semana acontecerão dois jogos decisivos na Copa Folha Regional, que podem decidir as vagas para as Semifinais da competição.

No estádio municipal de Santo Antonio do Retiro, neste sábado, às 16 horas, a seleção da casa vai receber Taiobeiras e precisa de apenas um empate para garantir a classificação. Já a jovem seleção taiobeirense precisa vencer e depois torcer para Rio Pardo voltar a vencer Retiro.

Já no domingo (31), a seleção de Divisa Alegre vai receber a seleção de Salinas. A partida decisiva será às 15 horas. A seleção de Divisa precisa de um empate para garantir vaga nas Semifinais, já Salinas precisa da vitória.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Domingo tem pedalada em Novorizonte


Deputado Gabriel Guimarães defende descentralização e paridade na distribuição dos recursos

Alteração garante mais autonomia a estados e municípios com repasse direto e proporcional dos recursos arrecadados com tributos pela União
Deputado federal Gabriel Guimarães (ao centro da foto)
Por Rejane Doti

O deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG) defende solução definitiva para que haja melhor distribuição dos recursos do Pacto Federativo para garantir a governabilidade dos estados e municípios. Durante reunião de prefeitas e prefeitos de Minas Gerais com a Bancada Federal, na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (27), na 17a Edição da Marcha dos Prefeitos, Gabriel disse que é preciso garantir na revisão do Pacto Federativo o repasse mais justo e proporcional dos recursos arrecadados com tributos para estados e municípios, afirmando ainda que o ideal é que para cada ente da federação seja destinado um terço dos recursos arrecadados.

Entendo que a partilha deveria ser um terço para a União cuidar dos programas nacionais e das grandes obras de infraestrutura, um terço para o estado que é responsável pela manutenção de grandes obras e pelo funcionalismo público, sobretudo, saúde, educação e segurança pública e um terço para os municípios que precisam solucionar os grandes problemas dos municípios e pela manutenção e assistência dos serviços básicos essenciais”, afirmou o deputado Gabriel Guimarães.

Comissões Especiais analisam o assunto na Câmara dos Deputados e no Senado e é objetivo da Câmara votar as alterações do Pacto Federativo ainda este ano. Audiências Públicas estão previstas para serem realizadas em todos os estados a fim de garantir que sejam ouvidos os gestores do país. Na opinião do deputado Gabriel Guimarães, a revisão da partilha é uma das mais importantes questões a serem analisadas pelo colegiado. “Há uma imensa dificuldade de estados e municípios de assumirem suas obrigações porque a eles falta a receita necessária para fazer frente à prestação de serviços públicos”, reforça.

Além disso, Gabriel enfatizou que é preciso um esforço conjunto de toda bancada para que os municípios não sofram ainda mais as consequências das medidas aprovadas do ajuste fiscal, necessário neste momento para a recondução da economia. “Temos o compromisso com prefeitas e prefeitos de discutir o que não pode ser cortado através desse ajuste que foi aprovado. Trabalhar para que os restos a pagar aos municípios mineiros sejam cumpridos e que os recursos empenhados sejam pagos e não sofram com este reajustamento da economia” finalizou.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Trombadinha ataca idosa à caminho do hospital de Taiobeiras

Uma idosa de 74 anos, que saiu de sua casa para ir ao Hospital de Taiobeiras fazer consulta e exames, foi atacada por um impiedoso trombadinha na Rua Monte Azul. Ela caiu e bateu com a cabeça no chão, ficando tonta.

Conforme a Polícia Militar, o trombadinha aproveitou a fragilidade da idosa e levou sua bolsa, que continha documentos pessoais, cartão saúde da família e R$ 500,00 reais, que seriam usados para pagar os exames médicos.

No Pronto Socorro, a idosa, que foi atendida devido escoriações, contou aos policiais que o trombadinha chegou de surpresa e puxou a bolsa que estava no seu ombro, momento em que ela caiu.

A vítima não soube informar as descrições físicas do meliante. Os militares realizaram rastreamento, mas ninguém foi preso.

Homem de 29 anos se enforca em Taiobeiras

Na noite de terça (26), a Polícia Militar de Taiobeiras registrou um enforcamento no final da Rua Mato Grosso, no bairro Newton Júnior. Conforme a ocorrência, o homem tinha 29 anos. Ele amarrou uma corda no telhado da área de serviço da residência e a passou no pescoço. Segundo as conclusões da PM, o homem teria pulado de uma cadeira.

Conforme relatos dos familiares aos militares, não se sabe o real motivo do suicídio, mas eles afirmaram que ultimamente o homem estaria ingerido muitas bebidas alcoólicas e sua esposa estava em Belo Horizonte em busca de tratamento de saúde para o filho do casal.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Revista Época denuncia descaso nas investigações sobre a morte do jornalista Metzker


A vida de Evany José Metzker, torturado e decapitado enquanto investigava traficantes e pedófilos na região mais pobre de Minas Gerais

POR FLÁVIA TAVARES| REVISTA ÉPOCA
Carteira de identidade do jornalista Evany José Metzker (Foto: Leo Drumond/Nitro/Época)
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Na manhã do dia 13, uma quarta-feira, o jornalista Evany José Metzker, também conhecido como Coruja, levantou-se, tomou  café com um pedaço de bolo, que não dispensava, e avisou Cristiane, a filha da dona da pousada Elis, que precisava ir a uma cidade próxima. Metzker havia se comprometido a dar uma palestra naquela tarde no colégio da garota. Prometeu dar notícias se não conseguisse voltar a tempo. A viagem de Padre Paraíso a Teófilo Otoni, a 100 quilômetros dali, tomou-lhe quase o dia todo. A palestra que ele daria, sobre exploração do trabalho infantil, ficaria para a próxima semana. Metzker retornou à pousada, se desculpou com a pupila, saiu para jantar com o amigo Valseque e, no fim do Jornal Nacional, voltou ao hotelzinho de beira de estrada. Pediu que sua conta de três meses fosse encerrada. Disse que iria a Brasília no dia seguinte e, na volta, pagaria os R$ 2.700 que devia. Saiu novamente, deixando o ventilador e a luz do quarto ligados. “Eu vou ali e volto”, avisou. Metzker não voltou.

Na segunda-feira passada, dia 18, a Polícia Militar de Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais, recebeu um telefonema. Moradores da roça haviam visto o que parecia ser um corpo na margem de uma estrada de chão batido, a 20 quilômetros do centro. Uma viatura foi ao local. Dois policiais encontraram um corpo sem a cabeça, que fora decepada já quase na altura dos ombros. As mãos da vítima estavam amarradas sobre a barriga, numa corda alaranjada – a direita sobre a esquerda. O homem estava seminu. Vestia apenas jaqueta, camiseta e meias pretas. Mais adiante, avistavam-se um pé do sapato social e uma calça preta. A armação dos óculos e uma lente estavam em outro ponto. O cadáver se decompunha rapidamente. Estava muito inchado – sobretudo os testículos. O perito apontou, mais tarde, que havia indícios de sangramento anal e hematomas na genitália. O crânio foi encontrado a 100 metros do corpo. Possivelmente fora arrastado por cachorros, que devoraram a pele e os olhos do homem. O maxilar estava quebrado, descolado da cabeça. A cena de horror não continha uma gota de sangue. O corpo fora arrastado até ali e o rastro ainda estava lá. O autor da monstruosidade não se preocupou em ocultar o crime ou a identidade de sua vítima. Deixou o cadáver na lateral da pista, a poucos metros de um barranco profundo. A seu redor, os documentos espalhados: um título de eleitor, um RG, um CPF, três folhas de cheque, dois cartões da Caixa Econômica e uma carteira funcional do jornal Atuação. Todos em nome de Evany José Metzker, de 67 anos. A camiseta preta ainda trazia do lado direito do peito uma coruja amarela, marca do blog de Metzker, Coruja do Vale. Nas costas, em letras maiúsculas, estava escrito: IMPRENSA.

Metzker tinha profundo orgulho de ostentar o título de repórter. Dizia para o colega Valseque Bomfim, também blogueiro de Padre Paraíso: “Nós somos jornalistas. Investigativos. Temos de investigar”. Valseque resistia em firmar com Metzker uma parceria entre os blogs, como propunha o forasteiro com insistência. Metzker chegara à cidade havia pouco tempo. Valseque passou, então, a frequentar o quarto dele na pousada. “O Metzker não me contava sobre as apurações que estava fazendo. Só falava que queria ajuda, que queria trabalhar junto”, conta Valseque.  Metzker havia montado uma pequena redação em seu quarto. Pediu a Elizete, dona do hotel, um roteador exclusivo, para ter acesso estável à internet. Dispôs três mesas no pequeno cômodo, onde instalou uma impressora, seu notebook e por onde espalhava muitos papéis. Fumava incessantemente seus Hiltons e Hollywoods. O cheiro de tabaco impregnou paredes, colchão e travesseiro, talvez de forma irreversível. Elizete teme nunca mais conseguir alugar o quarto. “Eu chamava ele de Paulo Coelho”, diz Elizete. “Ele tinha cavanhaque, era caladão. Só escrevia, trabalhava e fumava. Nunca chegava depois das 10 da noite e jamais trouxe mulher para cá.” Nos poucos momentos em que se descontraía, Metzker dava conselhos às filhas de Elizete. Inclusive a Cristiane, que queria ser jornalista e para quem ele fez uma carteirinha de repórter aprendiz. Repetia que elas precisavam estudar e levar uma vida regrada, como a dele. Metzker não falava muito do passado, nem com a própria mulher, Ilma. Mas contou às meninas que fora desenhista da polícia. Fazia retratos falados. De fato, desenhava muito bem. Também dizia que fora militar, sem entrar em detalhes. Só vestia roupas sociais e gostava de tingir o cavanhaque, que alternava com um espesso bigode.

Metzker iniciou a carreira de repórter em 2004 e tinha orgulho
de se apresentar como jornalista

A profissão de jornalista foi construída a partir de 2004. No ano anterior, Metzker conhecera Ilma. Ele era de Belo Horizonte, mas trabalhava em Montes Claros, dando suporte de informática em um hospital. Ilma estava ali acompanhando o primeiro marido, que tinha câncer. Meses depois da morte do marido, Ilma retomou contato com Metzker. Numa tarde de dezembro de 2003, Metzker foi visitá-la em Medina, uma cidade pequena e charmosa do interior de Minas. Ficou. Lá, montou o jornal Atuação, que imprimia numa gráfica de Montes Claros. Fazia denúncias sobre a administração da cidade, sobre ruas esburacadas e sobre a falta de atendimento nos postos de saúde. Queria mais. Dez anos depois de dar início a sua carreira de repórter, sentia que não era reconhecido por seu trabalho. Em 2014, então, passou a viajar pela região, buscando notícias mais quentes. Mantinha bom relacionamento com policiais, militares e civis, de todas as cidades por onde passava. Seu blog, que lhe rendeu o apelido de Coruja, noticiava muitas ocorrências policiais. Percorreu quase todo o nordeste de Minas, passando por Almenara, Divisa Alegre, Itinga, Araçuaí, Itaobim… Hospedava-se em uma dessas cidadezinhas e, nos finais de semana, voltava a Medina, para ficar com Ilma e com os três filhos dela, que criou como seus. Quando os pequenos anúncios no blog escasseavam, fazia bico bolando logotipos para empresinhas das cidades. Vivia com pouco. Queria construir uma reputação, ser referência. “Aos poucos, as pessoas começaram a procurar ele para contar o descaso das autoridades”, diz Ilma, que nunca viu um diploma de jornalista do companheiro. Metzker lhe garantia que havia estudado. “Ele era muito responsável, só publicava se tivesse certeza, documento.”

Seguindo sua turnê investigativa, no dia 13 de fevereiro deste ano Metzker encontrou morada em Padre Paraíso. Na entrada da cidade, um letreiro enuncia que este é o “Portal do Vale do Jequitinhonha”. É a chegada à região com os piores índices de desenvolvimento de Minas Gerais – a área representa menos de 2% do PIB do Estado. Não há político em campanha que não prometa uma salvação para o infame “vale da miséria”. Padre Paraíso se espalha por dois morros, rasgada ao meio pela BR-116, a estrada que liga o Ceará ao Rio Grande do Sul. São quase 5.000 quilômetros, trafegados pesadamente por caminhões. Padre Paraíso, com seus pouco menos de 20 mil habitantes, é aquele tipo de cidade que nasceu em torno de um posto de gasolina. Casebres ladeados de borracharias e botecos margeiam a estrada. Há um pequeno centro comercial, movimentado e bem popular. A tradicional igreja na pracinha está oprimida pelas dezenas de templos evangélicos que a cercam. A casa mais bonita da cidade é a da prefeita Dulcineia Duarte, do PT. Cabeleireira, ela assumiu a candidatura do marido, Saulo Pinto, impugnada pela Justiça Eleitoral.

Ilma Chaves Silva Borges, viúva do jornalista Evany José Metzker (Foto: Leo Drumond/Nitro/Época)

É uma cidade de passagem. Caminhoneiros estacionam nos postos para descansar, beber, farrear. Numa rua paralela à rodovia, um pequeno bar de madeira abriga as negociações entre os motoristas e os aliciadores de menores para prostituição. “Este é um dos problemas mais graves que temos aqui”, diz o tenente Sandro da Costa, da Polícia Militar. “Já flagramos uma criança de 10 anos fazendo sexo oral em um mendigo por R$ 5.” Não há descrição mais bem acabada da miséria. “Muitos pais vendem os filhos para a prostituição, é a fonte de renda da família”, completa o tenente. À noite, algumas garotas se exibem na margem da BR-116, e, numa nova modalidade de crime, quando o caminhoneiro desce para negociar o programa, garotos o abordam, assaltam e agridem. Metzker se interessava pelo assunto. Começou a investigar a rede de prostituição infantil nas cidades da região. Seria o tema de sua palestra na escola da aprendiz de repórter. Não se sabe quanto ele avançou na apuração.

Padre Paraíso tem um pequeno destacamento da Polícia Militar, com 13 homens e duas viaturas. Uma está com os pneus carecas; a outra, sem freio. A caminhonete, que alcançava as áreas rurais mais longínquas, ficou destruída num acidente em 2013. Não foi reposta. A propósito, o acidente aconteceu porque o soldado que a dirigia adormeceu. Como a delegacia de Padre Paraíso fecha às 18 horas e nos finais de semana, qualquer ocorrência nos intervalos tem de ser registrada em Pedra Azul, a mais de 150 quilômetros dali. Os PMs levam o criminoso na viatura, frequentemente sentado ao lado da vítima, que vai depor. Dirigem por horas, prestam esclarecimentos e voltam sonolentos pela BR. É em Pedra Azul também que a delegada de Padre Paraíso, Fabrícia Nunes Noronha, dá seus plantões semanais – ela manteve a rotina mesmo depois de o corpo de Metzker ter sido encontrado. Padre Paraíso não tem comarca, juiz. A lei está longe.

Com tão pouca vigilância, o crime prospera. Em 2014, foram seis vítimas de assassinato. Neste ano, já foram cinco. Dois dos crimes mais recentes são bárbaros, como o que matou Metzker. Um deles foi uma chacina, que vitimou três idosos e uma criança de 7 anos. No outro, um casal de caseiros foi morto a marteladas. “O ranço de violência da cidade vem dos tempos dos garimpos”, diz o tenente Costa. “A cultura é de resolver tudo na bala, na morte.” O tráfico de drogas foi substituindo, aos poucos, o lucro com as pedras águas-marinhas que rendiam fortunas. O crack se espalhou. Metzker tentava mapear as estradas vicinais, de terra, que serviam de rota de fuga de traficantes – e seu corpo foi encontrado justamente numa delas. Ele passou a se interessar também por outros dois esquemas criminosos na área: a compra e venda de motos roubadas, que são depois usadas como mototáxi, e o aterro de terrenos protegidos pelas leis ambientais. Se já estão livres das investigações policiais, os bandidos certamente não querem um jornalista fuçando em seus negócios. Fazer jornalismo em regiões como o Vale do Jequitinhonha é mais do que profissão, do que um diploma que autorize alguém. É um ato de coragem, de enfrentamento da falta de estrutura mínima de segurança, da miséria humana explorada por criminosos.

Não está claro se Metzker estava no faro de algo certeiro. Em seu blog, ele publicou apenas histórias menos ameaçadoras, como a do uso de carros públicos para fins particulares ou a de um garoto que tinha sérios problemas bucais e estava sem atendimento. Elizete, a dona da pousada, provocava Metzker: “Tô achando o senhor muito fraquinho. Essas historinhas aí não estão com nada”. O jornalista replicava, pacientemente. “Calma, menina. Muita coisa ainda vai mudar nesta cidade.” A polícia recolheu o notebook e as anotações de Metzker para tentar identificar alguma pista. A delegada Fabrícia, primeira a comandar a investigação, insiste que há a possibilidade de um crime passional. Ilma, a mulher de Metzker, nega com firmeza. “Ele me dava notícia de cada passo que dava. A gente trocava recado sem parar. Ele nunca tinha ido a Brasília antes, a história não fecha.” Na noite em que desapareceu, Metzker enviou a última mensagem pelo WhatsApp para a mulher, dizendo que ia jantar e que eles se falariam mais tarde. “Nunca vou esquecer o que aparece no celular: ‘Metzker, visto pela última vez às 19h03’”, Ilma chora. 

A morte brutal de Metzker não mobilizou as forças policiais do Estado de Minas Gerais imediatamente. Depois que o corpo foi liberado do IML e seguiu para Medina, três investigadores de Padre Paraíso começaram lentamente as diligências. A delegada Fabrícia viajou na noite de terça-feira para seu plantão rotineiro em Pedra Azul. Um dos investigadores avisou logo que só atenderia a reportagem na quarta-feira se fosse até as 16h30, quando ele iria para a faculdade. Apesar da barbárie, o silêncio foi absoluto. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, não disse palavra sobre o caso. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também não. Nem mesmo o secretário de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, pronunciou-se. Todas essas autoridades, mesmo provocadas por ÉPOCA, permaneceram caladas. (Na tarde da sexta-feira, Pepe finalmente falou. Disse que o caso é grave e vai acompanhá-lo.)

Após ÉPOCA noticiar em seu site a falta de empenho nas investigações, o governo de Minas se mexeu. Uma equipe de Belo Horizonte chegou a Pedro Paraíso na noite de quarta-feira: um delegado, quatro investigadores e uma escrivã. Na quinta-feira pela manhã, eles estavam no local onde o corpo foi encontrado. De lá, seguiram para a delegacia, onde pediram o material apurado até ali pelos policiais da cidade. Antes do meio-dia, o acesso ao inquérito já estava bloqueado para os investigadores locais. Não havia nenhuma pista de quem decapitou o jornalista Metzker.

Valseque Bomfim, blogueiro que publicava notícias policiais (Foto: Leo Drumond/Nitro/Época):
Emerson Morais, o delegado de Belo Horizonte que assumiu o caso, comandou as investigações, em 2013, do assassinato de Rodrigo Neto, jornalista de Ipatinga, no Vale do Aço de Minas. Rodrigo denunciava a atuação de policiais corruptos e homicidas da região. Um mês depois, o fotógrafo Walgney Carvalho também foi morto, depois de ter dito pela cidade que sabia quem havia assassinado Rodrigo. Um policial civil foi condenado pela morte de Rodrigo. Um outro rapaz, conhecido como Pitote, ainda será julgado por envolvimento nos dois crimes. O delegado Morais foi procurado pelo blogueiro Valseque, o amigo de Metzker. Valseque contou que fora ameaçado. Um amigo disse a ele que um homem havia perguntado por Valseque num bar. Quando soube que Valseque estava na cidade, comentou que “pegaram o homem errado”. Seu blog, Lente do Vale, publica o mesmo tipo de matérias que o de Coruja.

Metzker não pôde ser velado – o cheiro do corpo decomposto extravasava mesmo com a urna lacrada. Não houve flores. A filha mais velha, Sara, não teve tempo de chegar de Belo Horizonte para se despedir do pai. À meia-noite de segunda-feira, dez parentes e amigos acompanharam o corpo até o cemitério de Medina. O caixão de Metzker ainda não foi coberto com terra ou cimento. Aguarda a documentação para o sepultamento completo. O caso segue aberto, assim como a sepultura de Metzker.

Mulher atropela ciclista e bate em muro

Ciclista Leidiane sofreu ferimentos leves
Na tarde dessa terça (26) aconteceu um inusitado acidente na Avenida do Contorno, esquina com a Rua Tupis, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Taiobeiras.

Conforme a Polícia Militar, um veículo Pálio, cor prata, conduzido por Leila de Fátima Santos, estava atravessando a Avenida para seguir pela Rua Tupis, quando teria perdido o controle da direção, atropelado a ciclista Leidiane Farias Ribeiro, passado por baixo de uma placa de outdoor e batido em um muro.

Ainda conforme a PM, a condutora Leila é habilitada e a documentação do veículo estava em dia. A ciclista Leidiane sofreu ferimentos leves.
Carro só parou ao chocar com o muro

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Em Taiobeiras, assaltantes tomam lanches de entregador

Na madrugada de hoje (25), o entregador do trailer “Tony Lanche”, de 33 anos, foi abordado por dois assaltantes armados. A vítima relatou aos policiais que havia saído para fazer uma entrega na Rua Curitiba, esquina com a Rua Porteirinha, no bairro Santo Cruzeiro, quando foi surpreendido pelos dois indivíduos.

Ainda conforme o entregador, um dos assaltantes é alto, magro e estava com um revólver em punho. O outro era moreno e magro. Ao anunciar o assalto, eles levaram quatro sanduíches, um refrigerante e 10 reais.

Os autores evadiram sentido a Rua Curitiba. Os militares realizaram rastreamento no intuito de localizá-los, contudo sem êxito.

domingo, 24 de maio de 2015

Em jogo muito disputado, seleção de Rio Pardo vence Taiobeiras e garante classificação

Atacante Juquinha, melhor em campo, marcou o gol de empate para a seleção de Taiobeiras, mas a forte seleção de Rio Pardo soube matar o jogo
Na noite de sábado (23) a seleção de Rio Pardo foi à Taiobeiras e conseguiu mais uma vitória na Copa Folha Regional. A partida foi muito disputada e marcada pelo equilíbrio.

Desde o início do jogo, as duas seleções buscavam o ataque, sempre com muitos chutes ao gol. O jogo era lá e cá!

A seleção de Rio Pardo abriu o placar aos 16 minutos, após boa triangulação na entrada da área, a defesa de Taiobeiras não conseguiu cortar e a bola sobrou livre para Mailson chutar no ângulo, sem chances para o goleiro Pereirinha.

Em desvantagem, a seleção de Taiobeiras foi obrigada a sair ainda mais para o jogo, pois só a vitória interessava. Com isso, Rio Pardo encontrou mais espaço para atacar e sempre criava boas oportunidades.

Aos 38 minutos, em cobrança de falta na entrada da área, o atacante Juquinha chutou no canto esquerdo e o goleiro Ito fez ótima defesa, jogando pra escanteio.

Aos 42, a seleção de Rio Pardo quase ampliou o placar após bate-rebate dentro da área e a bola sobrou para Mailson, que tentou tirar do goleiro, mas chutou para fora, perdendo chance clara.

Aos 44, foi a vez do atacante Toninho perder outra chance, quando entrou livre pela esquerda e chutou forte, mas o goleiro Pereirinha fez grande defesa com os pés.

No 2º tempo, a seleção de Taiobeiras partiu para o ataque e passou a pressionar o tempo todo, mas não conseguia finalizar, pois a defesa de Rio Pardo estava bem postada.

Aos 10 minutos, o atacante Juquinha sofreu uma trombada pelas costas e os taiobeirenses pediram pênalti, mas o árbitro Carlos César, de Divisópolis, não marcou nada, gerando muita reclamação.

Goleiro Ito fez grandes defesas e garantiu vitória de Rio Pardo
Taiobeiras dominou o 2º tempo, mas não conseguia transformar a posse de bola e oportunidades de gols, enquanto que Rio Pardo se defendia e explorava os contra-ataques.

Aos 30, Reuberth cobrou falta rente a trave do goleiro Ito, que só acompanhou. O final da partida foi eletrizante, com grande pressão da seleção de Taiobeiras, que, mesmo com a grande renovação, não se intimou e jogou de igual pra igual com a forte seleção rio-pardense.

Aos 39, Marcelo invadiu a área e chutou forte de esquerda, mas o goleiro Ito fez outra grande defesa. Aos 42, o atacante Juquinha, melhor em campo, fez jogada individual e chutou forte da entrada da área, conseguindo empatar o jogo. Houve grande vibração da garotada taiobeirense.

Mas, no minuto seguinte, a seleção de Rio Pardo fez ótima jogada pela esquerda e após cruzamento, o meia Felipe subiu livre e marcou de cabeça, garantindo a vitória de 2x1 para a seleção de Rio Pardo, que mantém a liderança da Chave B com 9 pontos em 3 partidas.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Polícia Civil busca provas sobre a morte de jornalista decapitado

Policiais militares no local do crime. Foto: Valseque Bomfin / Lente do Vale
Equipe do DHPP buscou vestígios no local em que o corpo foi encontrado e vai intensificar investigações

A equipe do Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de Minas Gerais esteve nesta manhã (21/5) no local em que o corpo do jornalista Evany José Metzker foi encontrado na segunda-feira (18/5). Os policiais liderados pelo delegado Emerson Morais foram em busca de algum vestígio que possa ajudar na sequência das investigações iniciadas, na segunda-feira, pela equipe da delegada de Padre Paraíso, Fabrícia Noronha.

Nesta fase da investigação, estão sendo ouvidas pessoas do convívio de Evany, assim como há uma tentativa de reprodução dos últimos passos da vítima. Até agora, oito pessoas já foram entrevistadas e ouvidas formalmente em cartório, pelas duas equipes. Segundo o delegado Emerson Morais, os trabalhos continuam nos próximos dias, sem prazo previamente determinado para a conclusão, porque não há somente uma linha de investigação. “Nenhuma linha investigativa pode ser descartada. Temos de trabalhar com todas as possibilidades, com apuração detalhada, criteriosa e abrangente”, enfatizou.

Ainda de acordo com o delegado Emerson Morais, não há qualquer registro formal de ameaças que Evany tenha recebido. No entanto, as possíveis ameaças serão investigadas, inclusive com novo depoimento da viúva, Ilma Chaves Silva Borges.

Por determinação do governador Fernando Pimentel, a viúva receberá todo o atendimento que cabe ao Estado em casos como esse. Uma equipe de assistência social da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social vai entrar em contato com ela para sondar sobre possíveis necessidades e orientá-la sobre a possibilidade de utilização de serviços municipais de assistência social, além de apoio jurídico e psicossocial, que pode ser dado pelo Núcleo de Atendimento a Vítimas de Crimes Violentos (NAVCV) da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac).

Corpo do jornalista é recolhido no local do crime
Repercussão internacional – A morte do jornalista Evany Metzker causou repercussão internacional e foi noticiada em jornais da Espanha, Argentina, Inglaterra e Alemanha. Com a pressão de toda as classes de jornalistas e sindicatos, o governador Pimentel determinou que a equipe do Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) entrasse no caso. Os investigadores estão tentando reproduzir os últimos passos da vítima.

Assaltantes levam mais uma moto na zona rural de Taiobeiras

Na quinta, 21 de maio, dois assaltantes atacaram uma vítima de 55 anos em uma estrada vicinal da Fazenda Catulé, zona rural de Taiobeiras. Conforme a vítima relatou aos policiais militares, ao transitar pela estrada, dois indivíduos encapuzados saíram de repente do matagal, sendo que um deles estava com arma em punho.

Ainda conforme a vítima, um dos autores era baixo e magro, já o outro, que estava armado, possivelmente com um revólver calibre 22, era alto e magro. De forma muito rápida, eles anunciaram o assalto e levaram a motocicleta Honda CG 150 Titan, de cor vermelha, placa HAJ-4639, além de um aparelho celular da marca Nokia.

A polícia foi acionada e foi feito rastreamento pelas imediações no intuito de localizar os autores, porém, ninguém foi preso.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Pesquisadores apresentam resultados de estudos sobre Chagas no Norte de Minas

Coordenadora dos estudos Ester Sabino, da USP
Droga utilizada no tratamento da doença, capaz de levar à cura ou prevenir complicações cardíacas, é um dos destaques de simpósio que reuniu especialistas

Por Léia Oliveira

Simpósio “Atualização em doença de Chagas”, promovido no campus-sede da Universidade Estadual de Montes Claros, apresentou os conteúdos de atualização cientifica, avaliação clinica e tratamentos da doença, O destaque foi o uso do Benzonidazol – droga utilizada para tratamento específico da enfermidade, que pode levar à cura ou prevenir complicações cardíacas.

Participaram alguns dos principais pesquisadores, profissionais e acadêmicos da área de saúde do país. O simpósio faz parte de um estudo aprofundado, feito em 22 cidades do Norte de Minas, onde se concentra maior número de pacientes com a doença. O grupo de pesquisa em Chagas é liderado pela pesquisadora Ester Cerdeira Sabino, professora-doutora da USP, que idealizou o projeto e buscou as parcerias entre Unimontes e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para um trabalho inicial (REDS 2), em 2008.

Com os excelentes resultados da primeira pesquisa, novos estudos receberam incentivo e foi criado o grupo Samitrop (Centro de Referência São Paulo-Minas Gerais para Biomarcadores em Doenças Tropicais Negligenciadas). O centro de pesquisas reúne pesquisadores de instituições parceiras, sob a coordenação da doutora Ester Sabino e do professor Antônio Luiz Pinho Ribeiro, da UFMG.  O projeto atual, iniciado há três anos, é financiado peloNational Institute of Health, a maior agência de fomento em pesquisa médica dos Estados Unidos.

Rede de Teleassistência – Para mapeamento dos pacientes com doença de Chagas no Norte de Minas, o estudo utilizou-se da base de dados e da expertise da Rede de Teleassistência de Minas Gerais, composta por seis instituições de ensino superior do Estado: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Universidade Federal Juiz de Fora (UFJF), Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e a Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ).

Os estudos estão em fase final, que é a consolidação das estatísticas e dos dados coletados. Posteriormente, a meta é iniciar novas pesquisas com ensaios clínicos, visando avaliar tratamentos para os pacientes chagásicos e propiciar mais investigações científicas sobre doenças infecciosas negligenciadas no Brasil.  

O coordenador da Rede de Teleassistência de Minas Gerais, professor Antônio Luiz Pinho Ribeiro, destaca o trabalho feito na região, envolvendo 2.200 pacientes. “O Norte de Minas tem um número elevado de chagásicos e temos atuado em algumas cidades com a finalidade de pesquisar e conhecer melhor sobre a doença e as pessoas. Nossa proposta aqui é apresentar os resultados parciais das pesquisas feitas na região”, ressalta o pesquisador.

Durante os estudos prévios feitos no Norte de Minas, os pesquisadores verificaram que, a cada ano, um percentual de 2% dos portadores de Chagas – até então assintomáticos – passou a apresentar evidências de acometimento cardíaco, mostrando a evolução progressiva dos pacientes para quadros mais graves.

O reitor da Unimontes e também médico infectologista, João dos Reis Canela, participou do simpósio. Desde a década de 1970, ela atendeu a aproximadamente 3 mil portadores da doença. “A Unimontes, em conjunto com outras instituições de ensino, tem papel importante na investigação cientifica que servirá como instrumento para os serviços e também para as politicas de saúde pública. Os pacientes chagásicos necessitam de um acompanhamento mais direto na busca do maior controle da doença”, diz o professor.

Monitoramento – Os 2.200 pacientes atendidos no Norte de Minas são acompanhados com avaliação de sintomas e realização de exames específicos, como o eletrocardiograma e o ecocardiograma, além de outros. O professor André Pires Antunes, coordenador do polo Montes Claros na Rede de Teleassistência, ressalta a importância da pesquisa para os estudos sobre o Mal de Chagas. “É necessário investir cada vez mais na ciência como forma de colaborar com o controle de doenças, em especial a doença de Chagas, que necessita de estudos científicos em busca da cura”, enfatiza o coordenador.

Durante o simpósio, foram abordados temas como formas de contaminação, avaliação clinica, uso do Benzonidazol, os tratamentos e os resultados parciais do projeto de pesquisa da região. Participaram do evento as pesquisadoras Ester Cerdeira Sabino (USP), Clareci Silva Cardoso e Claudia Di Lorenzo Oliveira (UFSJ) e Noemia Barbosa Carvalho (USP).

Conheça a doença – O Mal de Chagas foi descoberto em 1909 pelo cientista mineiro Carlos Chagas, no município de Lassance (Norte de Minas).  A doença é endêmica na América Latina, onde existem cerca de 8 a 10 milhões de pessoas infectadas. É transmitida pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Normalmente, os barbeiros vivem nas áreas rurais onde se adaptam facilmente ao ambiente domiciliar.

A forma de transmissão mais conhecida é pelo inseto contaminado pelo parasito. O barbeiro pica, suga o sangue da pessoa e defeca ao mesmo tempo. Nas fezes do barbeiro estão as formas infectivas do parasito. Pelo contato das mãos com as fezes do barbeiro, ao coçar o local da picada ou levar a mão à boca ou aos olhos, o parasito penetra na corrente sanguínea da pessoa.

Em Berizal, homem sem habilitação é preso com carro irregular e maconha

Na tarde do dia 20, a Polícia Militar de Berizal recebeu denúncia anônima dando conta de que indivíduos estariam deslocando para o povoado de Machado Mineiro em busca de drogas. Diante da denúncia, os militares montaram operação em local estratégico e abordaram o veículo Fiat Uno, de cor vermelha, no retorno à cidade.

Ao efetuar a ordem de parada, os policiais encontraram três indivíduos dentro do veículo: J.A.O, de 52 anos,  E.L.S, de 18 anos e H.A.R, de 15 anos. No porta-malas do veículo haviam duas porções de maconha, que seriam do homem de 52 anos, condutor e proprietário do Fiat Uno, que alegou ter adquirido a droga para consumo próprio. Já os dois passageiros alegaram que não sabiam da existência da droga no carro.

Para piorar a situação, o condutor não tem carteira de habilitação e o veículo não estava devidamente licenciado, com isso, o carro foi guinchado. Os dois autores maiores foram presos e encaminhados para a Delegacia de Taiobeiras, já o menor de 15 anos foi apreendido. Além da droga, os militares recolheram R$ 35,50 em dinheiro e dois celulares.

PM recupera moto de funcionário da Prefeitura de Taiobeiras

Na tarde do dia 20 de maio, uma Guarnição da Polícia Militar foi acionada para comparecer ao Aterro Sanitário de Taiobeiras, próximo ao local denominado "Barragem de Cima", onde um funcionário da Prefeitura de Taiobeiras relatou que estava trabalhando com a máquina que cobre o lixão quando indivíduos não identificados furtaram sua motocicleta Honda Bros, cor branca, placa HCP-8704 e um capacete vermelho.

Depois de colher as informações, os militares passaram a fazer rastreamentos pelas imediações, até que encontraram marcas dos pneus da motocicleta em uma trilha de vegetação densa. Depois de um percurso de aproximadamente 500 metros, os policiais depararam com a referida motocicleta.

Os policiais militares continuaram com o rastreamento com o intuito de localizar os indivíduos, porém, sem êxito. O capacete pertencente à vítima não foi encontrado.

Funcionários não concursados da Educação poderão ficar nos cargos até dezembro, diz STF

Decisão, que atende pedido do governador Fernando Pimentel, foi tomada durante reunião do Supremo Tribunal Federal na quarta (20/05).

Em julgamento realizado nesta quarta-feira (20/5), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram adiar para o fim de dezembro o prazo máximo para substituição de funcionários não concursados da área de educação de Minas Gerais por servidores concursados.

A decisão atende a um pedido do governador Fernando Pimentel para modular uma sentença anterior do STF, que havia determinado, no ano passado, que a substituição ocorresse até abril deste ano. O pedido do governador teve, como objetivo, manter os funcionários nos cargos até o final de 2015. No recurso ao STF, ele pediu que o adiamento atendesse tanto para professores de nível médio quanto para os da educação básica, para evitar prejuízo aos alunos numa eventual troca durante o ano letivo.

O secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Helvécio Magalhães, comemorou a decisão do STF. “O governo de Minas Gerais recebeu com satisfação a decisão do Supremo de acatar o recurso. Foi uma vitória dos servidores atingidos pela Lei 100 e também do governador Pimentel, que se empenhou pessoalmente em conseguir o adiamento da decisão do próprio STF até dezembro. Isso dá ao governo tempo para analisar todas as questões individuais de tempo de serviço, promover as aposentadorias para quem já tiver tempo para se aposentar dentro das regras do STF”, frisou.

Ainda segundo Helvécio, a decisão tem outro aspecto positivo. “Teremos tempo para promover as nomeações dos novos concursos e de acertar com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por meio de um grupo de trabalho, a transição dos servidores que não têm tempo completo de serviço. O governo vai continuar trabalhando firme para proteger os direitos de cada servidor”, garantiu.

Para o secretário de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais, Marco Antônio de Rezende Teixeira, o entendimento do STF reflete os esforços do Governo de Minas Gerais no sentido de amenizar os efeitos provocados pela inconstitucionalidade da Lei 100. “Os beneficiados diretos por esta decisão são o calendário escolar, os estudantes e, claro, os servidores mineiros. O calendário não precisará sofrer alterações bruscas, já que, até dezembro, os educadores permanecem em suas funções. Agora, vamos buscar as demais soluções possíveis quanto aos danos causados por essas efetivações frustradas”, afirmou.

O relator do caso no Supremo, o ministro Dias Toffoli, já havia votado favoravelmente ao pedido no fim de março. A decisão final ficou à espera do voto dos demais ministros, que acompanharam o relator por unanimidade na sessão desta quarta.

Em março de 2014, o plenário do Supremo decidiu que a chamada “Lei 100”, que efetivou servidores não concursados, era inconstitucional e determinou que os funcionários deixassem os cargos até 1º de abril de 2015. A decisão afetaria cerca de 80 mil servidores que hoje atuam no estado sem ter passado por concurso público.

Na decisão do ano passado, o STF deu ao estado um ano para a realização de concursos. O governo demonstrou que vem realizando diversos concursos para a substituição, mas nem todos foram concluídos.

Em seu voto, Toffoli reconheceu os esforços da administração em cumprir a sentença. “Nota-se que o governo do estado efetivamente tem envidado esforços no sentido de garantir o cumprimento da decisão, mas o enorme volume de cargos sujeitos a substituição e a complexidade dos trâmites a ela relacionados sinalizam para a inviabilidade de se proceder a todas as substituições até 1º de abril do corrente ano, quando teria fim o prazo de modulação”, destacou.

O ministro acrescentou ainda que as eleições do ano passado dificultaram a conclusão dos concursos, “o que certamente impactou os procedimentos voltados à regularização dos quadros funcionais abrangidos pelo artigo 7º da Lei Complementar estadual 100/2007”.